Comunicação Integrada: papel da tecnologia na Gestão Aduaneira 

O que é REDEX e qual sua função? 

REDEX, ou Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação, é uma estrutura física que tem por objetivo simplificar e agilizar o processo de despacho aduaneiro de mercadorias destinadas à exportação.   

Sua função consiste em oferecer um ambiente controlado e especializado para as operações de comércio exterior. Dessa forma, reduz burocracias e custos, facilitando o fluxo de mercadorias para o mercado internacional e fortalecendo a competitividade do setor exportador brasileiro. 

O REDEX na exportação desempenha um papel crucial impulsionando a economia do país ao promover maior eficiência nas transações comerciais. 

Por isso, acompanhe este artigo até o final para saber mais sobre o que é o REDEX, como funciona e os motivos para sua utilização. 

Cenário da exportação brasileira  

O Brasil lidera as exportações globais de soja, petróleo, minério de ferro, celulose, milho, café e carnes bovina e de frango. 

Os principais países consumidores dessas exportações brasileiras, no ano de 2022, foram a China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos (Holanda), Espanha e Chile. 

 As exportações impulsionam a produtividade, inovação e competitividade das empresas, pois exigem adaptação ao mercado externo e proporcionam intercâmbio de tecnologias e know-how com outras culturas, gerando experiências enriquecedoras. 

Entretanto, nos últimos 10 anos, o Brasil caiu do 22º para o 27º lugar no ranking de exportações. As vendas ao exterior sofreram uma queda de 7% em 2019, o maior tombo entre grandes emergentes, como China, Índia e Rússia. 

A participação da indústria brasileira no cenário mundial também diminuiu, de 2,69% em 1994 para 1,19% em 2019. Essa perda nas exportações industriais é preocupante, pois esse setor gera empregos e impulsiona a economia. 

A redução nas exportações para a Argentina e nas vendas de soja para a China são fatores que contribuíram para essa queda. Em contrapartida as exportações para os Estados Unidos apresentaram aumento

Fluxo de um processo de exportação  

É preciso entender como funciona cada etapa de cada processo no comercio exterior. O Fluxo Básico da Exportação compreende as seguintes fases: 

  • Registro da DU-E (Declaração Única de Exportação) para uma ou mais notas fiscais; 
  • O depositário registra no CCT (Controle de Carga e Trânsito) a recepção da carga amparada pelas notas fiscais até o local de despacho; 
  • Logo após a recepção completa da carga, é realizada a apresentação para despacho e determinado o canal de parametrização; 
  • Após o desembaraço da carga, o depositário registra no CCT a entrega ao transportador internacional, seja com base em contêiner, quantidade de volumes, veículos ou granel; 
  • O transportador internacional registra os dados de embarque; 
  • Quando toda a carga é manifestada, a exportação é considerada concluída e, desde que não haja pendências, a DU-E é averbada. 

Mas é importante ressaltar que no caso de trânsito aduaneiro, algumas diferenças se aplicam:  

  • Após o desembaraço da carga, o depositário registra a entrega ao transportador nacional, seja com base em contêiner, número da DU-E ou DAT (Documento Auxiliar de Trânsito); 
  • No local de embarque ao exterior, podem ocorrer três situações diferentes, a saber:  
  1. O depositário ou operador portuário registra a recepção da carga com base em contêiner, número da DU-E ou DAT e posteriormente registra a entrega ao transportador internacional; 
  1. O mesmo transportador que realizou o trânsito nacional entre zonas primárias por via aérea ou aquaviária transportará a carga para o exterior, e não há registro adicional no CCT; 
  1. O transportador internacional registra a recepção da carga do transportador nacional, seja com base em contêiner, número da DU-E ou DAT. 
  • O transportador internacional registra os dados de embarque, e a averbação ocorre quando a carga está completamente exportada e não há pendências na DU-E.  

Fonte: Fluxo Básico da Exportação — Siscomex (www.gov.br).  

O que é REDEX?  

REDEX na exportação, em resumo, é um recinto não-alfandegado de zona secundária. Em geral, localizado no próprio estabelecimento do exportador ou em endereço específico para ser utilizado por vários exportadores, uma vez que ele é de uso público. 

Esse conceito engloba um espaço físico especialmente designado para o controle e liberação de mercadorias a serem exportadas. Nele, os procedimentos alfandegários são simplificados, a fim de reduzir o tempo de espera e a burocracia associada ao processo de exportação.  

Por fim, a lista oficial dos recintos habilitados como REDEX pode ser obtida no site da Receita Federal do Brasil (RFB), que disponibiliza informações atualizadas sobre os recintos autorizados a operar em todo o território nacional.  

Como um REDEX funciona?  

De modo geral um REDEX funciona da seguinte forma na exportação:  

  • A carga é transportada das instalações do exportador para um REDEX; 
  • Toda a documentação exigida para a exportação da carga (Commercial Invoice, Packing List, Certificado de Origem, quando aplicável, entre outros) passa pelo processo de análise da alfândega; 
  • Com os documentos aprovados, a carga é encaminhada para uma vistoria física; 
  • Com tudo nos conformes, a carga é liberada para abertura de Trânsito Aduaneiro entre o REDEX e o porto de embarque;
  • Já na zona portuária a carga passa por uma conferência e então obtém-se a conclusão do processo de Trânsito Aduaneiro;
  • Por fim, a carga recebe permissão para ser embarcada. 

Também é importante lembrar que o REDEX proporciona maior agilidade no processo de exportação, pois é projetado para operações específicas de despacho aduaneiro de exportação. 

Ele oferece um ambiente controlado e otimizado para a execução dessas operações, facilitando assim a liberação de mercadorias e reduzindo os prazos para o envio dos produtos ao mercado internacional. Além disso, o REDEX na exportação pode ser utilizado para realizar a conferência e liberação de mercadorias com maior rapidez, favorecendo a competitividade das empresas exportadoras e a economia do país. 

3 motivos para utilizar um REDEX  

Existem alguns motivos para utilizar um REDEX, e essa decisão deve ponderar caso a caso. Porém, é importante conhecer os principais aspectos que podem auxiliar neste processo de exportação: 

  1. Agilidade no processo: Utilizar um REDEX proporciona rapidez e eficiência no despacho aduaneiro. Esse recinto é projetado para reduzir a burocracia fiscal, o tempo de espera e os trâmites necessários, o que resulta em prazos mais curtos para a liberação das mercadorias e favorece as operações comerciais; 
  1. Redução de custos: Ao optar por um REDEX na exportação, as empresas podem obter vantagens econômicas significativas, como menor tempo de armazenagem das mercadorias, redução de custos com demurrage e outros encargos logísticos. Além disso, a simplificação dos trâmites aduaneiros pode minimizar gastos com assessorias e documentações complexas; 
  1. Facilidade e especialização: Os REDEX são recintos aduaneiros especializados em operações de exportação. Ao utilizar essas estruturas, as empresas contam com um ambiente dedicado e projetado para atender às necessidades específicas desse tipo de operação, o que facilita o cumprimento das exigências legais, melhora a organização das operações e garante maior segurança no processo. 

Facilitamos a sua gestão aduaneira por meio da tecnologia  

A gestão aduaneira é um aspecto crucial para o sucesso das operações de comércio exterior. Na Loginfo, entendemos os desafios enfrentados pelas empresas na área de importação e exportação, e é por isso que oferecemos soluções de ponta para simplificar e otimizar esse processo. 

Nossa tecnologia em Gestão Aduaneira de armazenagem e movimentação de mercadorias proporciona agilidade e eficiência em todas as etapas da cadeia logística. 

Com a nossa plataforma, os clientes podem contar com uma gestão automatizada e integrada, reduzindo significativamente o tempo de trâmites aduaneiros e, consequentemente, os custos associados. 

Portanto, não deixe que a gestão aduaneira se torne um obstáculo para o crescimento do seu negócio internacional. Conte com a Loginfo para impulsionar o seu negócio, garantindo a otimização dos processos logísticos, a redução de custos e o ganho de produtividade.   

Simplifique o seu comércio exterior e conquiste novos mercados globais com a tecnologia e expertise da Loginfo. Entre em contato conosco hoje mesmo e descubra como podemos tornar suas operações mais eficientes e lucrativas! 

É possível ter comunicação integrada nas diferentes etapas de um processo de comércio exterior? 

Você já se perguntou a importância de ter uma comunicação integrada na gestão aduaneira em uma operação no comércio exterior? 

Sabemos que, apesar de possuir desafios, o comércio internacional apresenta diversas oportunidades para as empresas atingirem seus objetivos e se consolidarem no mercado. 

E, já que no mercado interno existe concorrência internacional, elas buscam o mercado externo, estrategicamente, para aumentar seus ganhos e fortalecerem seu posicionamento.  

Contudo, para que essa expansão não seja um tiro no pé, a empresa precisa melhorar sua atuação e adotar práticas mais eficazes relacionadas à experiência do cliente.  

A comunicação integrada na gestão aduaneira é uma delas.  

Por isso, hoje veremos o que é gestão aduaneira, qual é o papel da tecnologia nela e a importância da comunicação entre diferentes áreas.  

O que é gestão aduaneira?  

Antes que olhemos para a comunicação integrada na gestão aduaneira, precisamos entender o que é a gestão aduaneira em si. 

Como você certamente sabe, as operações de comércio exterior são processos complicados e que precisam ser muito bem gerenciados. 

Quando ocorre essa boa gestão, a empresa consegue reduzir custos e evitar atrasos, o que, por consequência, aumenta sua competitividade e a satisfação dos clientes. 

Por isso, cada pequena parte do processo de importação ou exportação precisa ser planejado, gerido e executado com atenção e cautela. 

Nesse sentido, as principais partes que o formam são: comercial, logística, cambial e aduaneira.  

Quando tratamos da parte aduaneira, que veremos com detalhes nesse texto, nos referimos a todos os trâmites aduaneiros

Eles envolvem, por exemplo, o desembaraço aduaneiro, a tributação, os regimes especiais, a habilitação no RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) e a Classificação Fiscal da Mercadoria (NCM). 

Dessa forma, a gestão aduaneira é a administração de todos os aspectos desses trâmites aduaneiros no processo de importação e exportação de mercadoria.  

E, por administrar, entendemos não apenas o planejamento e organização, mas também o acompanhamento e controle dos trâmites. 

Um aspecto crucial – e que garante a eficácia – da gestão aduaneira é o gerenciamento de prazos

E, só para ilustrar, no sistema aduaneiro brasileiro o agente do comércio exterior precisa atuar com cuidado nos seguintes aspectos: 

  • Exigência – ou não – de um licenciamento na importação
  • Classificar o produto na NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) correta; 
  • Verificar se há acordos internacionais, no âmbito do Mercosul ou da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração), sobre aquela mercadoria; 
  • Aferir se ela pode se beneficiar de algum regime aduaneiro especial
  • Conhecer os impostos incidentes; e 
  • Identificar os demais custos aduaneiros. 

Entenda sobre as diferentes áreas de um processo de comércio exterior  

Outro ponto importante para tratarmos da comunicação integrada na gestão aduaneira são as áreas e agentes envolvidos no comércio exterior

Só para exemplificar, alguns deles são: 

  • Importador: pessoa jurídica que realiza a compra de mercadorias estrangeiras em seu nome a Declaração de Importação (DI / DUIMP). Além disso, precisa contribuir com os impostos incidentes na importação e guardar os documentos referentes a ela por no mínimo 5 anos. 
  • Exportador: responsável pela comercialização de mercadorias fabricadas em seu país para clientes de outros países. Assim como o importador, deve guardar os documentos referentes à operação por no mínimo 5 anos. 
  • Despachante aduaneiro: acompanha o processo de desembaraço aduaneiro, até a liberação da carga na alfândega. Ademais, registra a DI / DUIMP ou a DU-E (Declaração Única de Exportação) no SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior) em nome do importador ou exportador. Por isso, deve possuir procuração e credenciamento no SISCOMEX. 
  • Agente de carga: pessoa jurídica, prestadora de serviço, responsável por intermediar a relação comercial entre a companhia de transporte internacional e o contratante, que pode ser exportador ou importador a depender do INCOTERM (Termo Internacional de Comércio) da negociação internacional. Também é responsável por contratar o transporte e seguro de cargas em nome de seu cliente. 
  • Transportador internacional: empresa que realiza o transporte da carga importada ou exportada. 
  • Depositário: na importação, responsável por guardar a mercadoria perante autoridades aduaneiras. Na exportação, responsável por receber a carga e informar sua disponibilidade para ser exportada. 
  • Operador portuário: pessoa jurídica autorizada a movimentar e armazenar a carga em um porto.  

Qual o papel da tecnologia na gestão aduaneira?  

Vamos, portanto, conhecer o papel da tecnologia na gestão aduaneira.  

Assim como qualquer outro processo, a tecnologia auxilia sobremaneira nessa parte das operações de comércio exterior.   

Isso porque ela aumenta a produtividade ao diminuir os trabalhos repetitivos, facilitar o armazenamento e troca de informações e permitir acompanhamento em tempo real. 

Logo abaixo, vamos conhecer um pouco mais sobre esse papel.  

Integrar processos   

Em primeiro lugar, temos o papel de integrar os processos para alcançar a uma comunicação integrada na gestão aduaneira. 

Muitas vezes, os dados de uma operação de comércio estão distribuídos entre os diversos atores, dificultando a troca de informações e a agilidade do processo.  

Por isso, uma comunicação integrada é essencial!  

É importante que todos os atores envolvidos trabalhem com um mesmo sistema, uma ferramenta única capaz de centralizar e gerir todas as etapas do processo. 

Dessa forma, o importador, o exportador, o despachante e o agente terão acesso à mesma informação, ao mesmo tempo

Ou seja, o compartilhamento de dados acontecerá concomitantemente e os processos estarão mais conectados entre si. 

Acompanhar a movimentação da carga em tempo real  

Em segundo lugar, para se ter uma comunicação integrada na gestão aduaneira, é preciso haver um acompanhamento da movimentação da carga em tempo real. 

Um exemplo de como isso é possível é o Sistema de Gerenciamento de Armazém, do inglês Warehouse Management System (WMS). 

Com um sistema como esse, é possível monitorar e integrar os processos de venda, transporte e recebimento de mercadorias, bem como gerenciar o estoque. 

Já que possibilitam o monitoramento em tempo real da carga, softwares como o WMS automatizam processos, diminuem tarefas repetitivas e dão mais segurança às operações

Com a informações centralizadas, se nota mais rapidamente casos de extravio, desvios de rota e outras possíveis complicações da carga. 

Redução de custos e aumento da transparência  

Por fim, uma consequência da comunicação integrada na gestão aduaneira é a redução de custos e o aumento da transparência. 

Com respeito à redução de custos, um grande avanço da tecnologia é a eliminação da necessidade de armazenar e enviar ou receber documentos físicos. 

Além disso, reduz a necessidade da intervenção humana, sobretudo em atividades manuais e rotineiras.  

Fato é que, certamente, com a comunicação integrada, o despacho aduaneiro se torna mais transparente. 

Isso acontece uma vez que as empresas podem monitorar o processo de suas mercadorias e obter atualizações, em tempo real, a qualquer momento. 

Como a tecnologia pode auxiliar na comunicação entre diferentes áreas de um processo de comércio exterior?  

Com esses tópicos que vimos anteriormente, já pudemos ter uma noção de como a tecnologia pode permitir uma comunicação integrada na gestão aduaneira. 

Entretanto, o uso da tecnologia traz mais uma consequência positiva, que ainda não abordamos.  

Caso os atores envolvidos na operação possuam uma comunicação integrada, com rápido compartilhamento de informações e atualização a respeito da carga, a rastreabilidade aumenta.  

Em outras palavras, se torna mais fácil saber exatamente onde a carga está em determinado momento.  

Por conseguinte, qualquer imprevisto que acontecer com as mercadorias será rapidamente percebido, possibilitando que seja resolvido em tempo recorde. 

Se não houvesse a comunicação integrada, o repasse de informações entre os atores seria infinitamente mais demorado.  

Portanto, a empresa transmite mais confiança, adotando uma postura de rápida resolução de problemas, e agrega valor para o cliente, se mostrando ágil e eficiente. 

Nosso foco é simplificar a gestão aduaneira por meio da tecnologia  

Com os sistemas e softwares da Loginfo, ficou muito mais fácil ter uma comunicação integrada na gestão aduaneira. 

Temos uma plataforma 100% web para completo controle dos processos operacionais e aduaneiros de áreas alfandegadas, conectando a comunicação e gestão de documento à operação. 

Com nossa plataforma, você poderá acompanhar endereçamento, armazenamento, painel de indicadores, controle de liberação documental e digitalização, bem como agendamento de descarga e carga. 

Além disso, você terá total controle da operação, em qualquer dispositivo, em qualquer lugar onde estiver. 

Nosso sistema de gestão aduaneira possui Gestão de Container, WMS, Portal do Cliente e é integrado ao Portal Único do comércio exterior. 

Fale com um de nossos consultores para contar com nossa ajuda e melhorar a atuação de sua empresa! 

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